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[RESENHA] Nada será como antes

Livro: Nada será como antes

Autor: Júlio Maria

Editora: Master Books



Tenho uma relação de amor com Elis desde pequena. Aquela certeza de que se eu tivesse nascido uns anos antes, seria a fã número 1. 

Meu pai sempre dizia que a música "Águas de março" era pra ele. Meu pai chamava João José, e um dos trechos de música dizia "É João, é José". 

Alguns anos depois, dancei um mix de "Como nossos pais" e "Maria Maria" no programa do Raul Gil, na época na Record, e lembro que a Claudia Leitte era jurada e votou na gente porque ficou emocionada com a homenagem a Elis. 

"O bêbado e o equilibrista" sempre foi uma das minhas músicas favoritas. 

Enfim, a lista é longa...

Biografia se tornou um dos meus gêneros literários favoritos depois que li "Eu sou Malala" e quando vi essa biografia da Elis de cara me apaixonei e se tornou um desejo de consumo. 

Consegui comprar na última Black Friday, e logo quis desvendar essa mulher que na minha imaginação, construí como um mito!

Biografias, quando são bem escritas consegue cativar e humanizar tanto o personagem, expõe as fraquezas e as qualidades, e despe o mito e o transforma em pessoa. 

O livro começa com a morte de Elis. Preciso confessar, que mesmo com essa ligação que sempre senti, nunca me aprofundei mais na vida dela, apenas na obra. E na minha cabeça, ela sempre havia sido uma "porra loka" drogada e por isso morreu de overdose. 

Logo nos primeiros capítulos essa imagem foi desaparecendo e fui descobrindo uma menina e posteriormente uma mulher extremamente talentosa, com uma relação frágil com o pai, com uma personalidade forte, porém muito insegura. 

Elis tentou boicotar outras cantoras na época em que apresentava "O fino da bossa" na Record e era extremamente ciumenta com seus maridos. 

César, seu segundo marido, pai de Pedro e Maria Rita, foi seu verdadeiro amor, e a separação acabou com Elis. Levando aquela mulher tão regrada e tão "careta" a ver na cocaína a única solução para sua dor. O desfecho foi trágico em poucos meses. 

Apesar disso, Elis foi uma mulher marcante e tive mais certeza, que se eu tivesse nascido 10 anos antes, seria fã de acompanhar tudo. Hoje, só posso ser fã saudosista da diva e melhor interprete do Brasil. 

O livro é muito envolvente e sou fã de biografias pois elas nos dão, além da história de vida de uma pessoa, a noção histórica de como estava o país nas épocas narradas, uma visão que extrapola as versões oficiais dos livros de história. 


Melhor preço: Amazon e Submarino R$ 25,19 (no dia da consulta - 24/03)


[RESENHA] Amy e o Clube dos 27

Livro: Amy e o Clube dos 27

Autor: Howard Sounes

Editora: Leya

Amanhã é meu aniversário!!! YAAAAY \o/\o/\o/
E para comemorar, resolvi resenhar um livro que me dei de presente no aniversário do ano passado.

Esse ano não me dei nenhum, porque extrapolei nas compras no fim do ano, com Black Friday, Festa do Livro da USP, e fechamento da Cosac Naify $-( 

Mas Amy e o Clube dos 27 é um livro que eu gostei demais! (Apesar de algumas pessoas terem me dito que era um presente meio mórbido, porque no ano passado eu fiz 27).



Howard Sounes conta um pouquinho da história de Brian Jones (Rolling Stones), Jimi Hendrix, Janis Joplin (que se estivesse viva, também faria aniversário amanhã), Jim Morrison, Kurt Cobain e Amy Winehouse, da vida conturbada e dos fatores que acabaram ocasionando a morte prematura deles todos aos 27 anos.


Com exceção de Cobain e Amy, os outros todos morreram em datas próximas (entre 1969 e 1971), o que torna a estatística um pouco assustadora.

Todos morreram numa situação de vida que dá pena de ler, meio “abandonados”, e até pode-se dizer, putos com suas carreiras. Grandes perdas para a música. =(

O livro é dividido em duas partes: A primeira parte trata da vida, do inicio da carreira e da ascensão ao sucesso, de cada um deles, por vezes traçando paralelos entre um e outro. A segunda parte, é a parte triste e angustiante, na qual eles morrem.


Dos 6, só não conhecia muito da história de Amy Winehouse, apesar de, ironicamente, ser a única que eu poderia ter acompanhado, devido a minha idade. (Kurt Cobain não conta, porque quando ele morreu eu tinha 6 anos). Nunca fui de ouvir Amy, nem quando era viva, nem depois que morreu, mas reconheço que sua voz era uma potência! Foi a história que mais me chamou atenção no livro (Talvez porque eu não conhecesse mesmo) É bem chocante. Mas o livro, mesmo sendo triste, é ótimo! Eu adorei!

No apêndice, o autor ainda fez uma lista de 50 famosos que morreram na idade de 27 anos (!!!!), alimentando ainda mais a “Maldição dos 27”.




Eu sobrevivi! Thanx God! E amanhã inicio a fase dos 28 =D 






Onde encontrar pelo melhor preço hoje: Livraria da Folha - R$27,80

[RESENHA] Pearl Jam Twenty

Livro: Pearl Jam Twenty

Autor: Pearl Jam e Cameron Crowe

Editora: Simon & Schuster

Estou ensaiando esse post a mais de uma semana já... Parece que hoje ele finalmente vai sair! Acho que demorei a escrever por ser tão difícil falar dessa banda, que é tão tão especial, e de longe a minha preferida de todos os tempos.

Conheci o Pearl Jam lá por 1999, eu tinha uns 11 anos... mas demorou mais uns 2 anos até que eles arrebatassem meu coração em definitivo <3

Em decorrência da turnê brasileira que se encerrou no ultimo domingo, no Rio de Janeiro, já tinha me planejado para resenhar o “Twenty”.



Esse livro saiu em 2011, junto com uma série de lançamentos que comemoravam os 20 anos da banda.

Comprei ainda naquele ano, importando da Amazon americana, mas naquela época meu inglês não passava de “The book is on the table”, então o máximo que consegui foi olhar as fotos maravilhosas que tem no livro.




tem até foto da primeira turnê no Brasil *_*   -   Curitiba/2005

Com o tempo, o inglês foi evoluindo, e arrisquei algumas paginas, com ajuda do google tradutor, mas somente esse ano, sem mais grandes problemas com a língua, e com tempo livre (férias!) consegui ler o livro inteiro!

E que livro! Sou muito suspeita pra falar do Pearl Jam, e, como vocês já sabem, gosto de biografias. Mas esse é um pouco diferente. Parece um diário. Tem algumas datas, e o que de importante aconteceu nelas, e relatos da banda, ou de amigos, entrevistas, etc. É um formato muito legal! Gostei muito.



Conta desde a formação do Mother Love Bone, com Stone Gossard e Jeff Ament, e como depois da morte de Andy Wood, vocalista do Mother, o Pearl Jam surgiu. Fala dos lançamentos de cada disco, como eles repercutiram, a opinião da própria banda sobre eles, as turnês, situações marcantes na carreira como a briga jurídica com a Ticketmaster por cobrar preços abusivos em ingressos, e o acidente no festival Roskilde, na Dinamarca, que matou 9 fãs, e vai até 2010, quando a banda completou 20 anos, e o disco Backspacer foi premiado como disco de rock do ano no Grammy.






Sobre Roskilde =/

Li o livro inteiro (quase 400 paginas, e ele é enorme – uns 30 cm de altura) em uns 15 dias! E olha que costumo demorar mais pra ler em inglês.

A única coisa que não gosto no livro, é que o texto não é justificado(!!!!). Inacreditável! Um livro tão lindo, com esse defeito de edição (e já olhei no de outras pessoas, pra ver se era assim só no meu...). TOC de leitor detected! (Vejam na foto!)

Mas num geral, só me apaixonei mais! Os caras são muito humanos, e tem um respeito enorme pela vida. Além de ser engajados em diversas causas sociais (vocês viram que eles doaram o cachê do show de Belo Horizonte para Mariana?). É muito amor, gente! E não estou dizendo isso porque ainda estou anestesiada pela turnê, na qual fui em dois shows extremamente arrebatadores. Se você gosta de rock, vale muito a pena ler, e se apaixonar também! =p

Ah Thayz, mas é em inglês e eu não manjo nada!
Não se preocupe, porque a Editora Best Seller está finalmente lançando em português!!! Fiquei sabendo semana passada, e já quero! Lançamento previsto para sexta feira. ;)


PS: eu ando com esse livro a tiracolo atrás dos caras desde 2013, onde os autógrafos começaram. Ainda faltam dois. Não consegui nenhum nessa vez =/ Já ansiosa para a próxima tour, a espera de conseguir fechar o livro com Jeff Ament e Eddie Vedder!!!

rabisquinho
rabisquinho

rabiscão sem miséria! =p
waiting for rabisco
waiting for rabisco




[RESENHA] Cazuza – Só as mães são felizes

Título: Cazuza – Só as mães são felizes

Autor: Lucinha Araujo – Depoimento a Regina Echeverria

Editora: Globo Livros

Vocês já devem ter percebido que adoro biografias... e ainda em clima de música e Rock In Rio (depressão pós RiR =´(  ), resolvi contar para vocês sobre Cazuza, essa lenda da música brasileira.

Amo Cazuza, mas confesso que estava com um pé atrás com esse livro, já que foi escrito pela mãe dele. Achei que a história não seria imparcial, e não é muito mesmo.



Lucinha começa a história pelo fim, pela morte de seu filho, e pelo desenrolar desta. Conta sobre o dia que Cazuza morreu, sobre seu funeral, a reação das pessoas, de seu marido, da imprensa. E após isso, seu engajamento na luta contra a AIDS e o nascimento da Sociedade Viva Cazuza, que visa proporcionar uma vida melhor à crianças e adolescentes portadores do vírus HIV.

Esse inicio já te deixa com um nó na garganta, e da a impressão de que o livro vai ser pesado, e triste.

Ainda bem que a partir dos próximos capítulos, essa sensação muda.

Lucinha passa a narrar sua infância, e a infância de João Araujo, que viria a ser seu marido. Conta como os dois se conheceram, como começaram a namorar, e como finalmente se casaram.

Ela diz que desejavam ter vários filhos, mas por razões médicas, só pode ter um – Agenor de Miranda de Araujo Neto.

Cazuza foi batizado com o nome do avô, mas nem seus próprios pais gostavam do nome, apelidando-o por Cazuza desde pequeno. Lucinha conta que na escola que ele descobriu se chamar Agenor, pois sempre foi chamado pelo apelido.

Cazuza gostava de História e de desenho, se aventurou como fotógrafo, e no teatro, morou no exterior e trabalhou na Som Livre, gravadora do pai, antes de se descobrir como cantor e letrista.

Léo Jaime conhecia uma banda que estava precisando de um vocalista, e o indicou. Essa banda era o Barão Vermelho.



Cazuza entrou para a banda, e com um empurrãozinho do pai, e do produtor Ezequiel Neves, o Barão lançou seus primeiros discos. Esses não foram muito bem sucedidos, até que Ney Matogrosso resolveu gravar “Pro dia nascer feliz”, que foi um grande sucesso.
A partir daí o Barão estourou!

E Cazuza começou a apresentar problemas com a banda, principalmente com Frejat – sua “alma gêmea compositora”.

Ele já pensava em deixar a banda, quando em 1985, Roberto Medina convidou o Barão Vermelho para figurar o line-up do Rock In Rio. Essa proposta fez com que Cazuza adiasse sua saída.

“Que o dia nasça lindo pra todo mundo amanhã. Um Brasil novo e com a rapaziada esperta...” – assim o cantor encerrou o show do Rock In Rio, após “Pro dia nascer feliz”, e essa ficou sendo uma das frases mais marcantes da história do festival.

O show foi antológico! Ainda hoje se fala dele, numa noite que contou com gigantes como Scorpions e AC/DC.


Ponto para música brasileira!!

Porém, a inevitável saída de Cazuza não demorou muito para acontecer. Ele se lançou em carreira solo, e, na minha opinião, gravou as melhores músicas do rock brasileiro.

Já no inicio de sua nova carreira, ele descobriu ser portador do vírus da AIDS, doença até então desconhecida. Os médicos recomendavam que não se podia comer no mesmo prato e com os mesmos talheres, compartilhar cobertores, e nem beijar no rosto.

Seus pais moveram o mundo todo atrás do melhor tratamento para a doença, realizando a maior parte deste em Boston, nos EUA.



Dessa descoberta, saiu uma das letras mais importantes da carreira de Cazuza – Ideologia (“meu prazer agora é risco de vida”).


A partir desse ponto é possível identificar uma grande angustia no relato de Lucinha.
Seu filho, apesar da doença, se recusava a parar com os excessos (drogas, álcool, etc.), e a AIDS começou a se manifestar.

Em 1989, aproximadamente um ano e meio antes de Cazuza morrer, ele revelou à imprensa sobre sua doença, em entrevista dada a Zeca Camargo.

"Foi minha primeira "primeira página", no dia 13 de fevereiro de 1989. E eu sempre me senti ligeiramente desconfortável de ter alcançado, com uma notícia triste, aquilo com que todo jornalista em começo de carreira sonha. Cazuza tinha finalmente declarado que tinha o vírus da aids para mim, numa entrevista que era para ser apenas "protocolar". Mais de um jornalista já havia questionado o ídolo sobre seu estado de saúde, sem sucesso. Só que, naquele dia, ele resolveu dividir seu "segredo" para o grande público. E era eu que estava lá para escrever tudo.”

Em julho de 1990, a AIDS levaria Cazuza desse mundo, aos 32 anos. Mas somente em corpo, pois como canta o Barão Vermelho, “O poeta não morreu”.

O livro é bem bacana, e foi a base para o musical “Pro dia nascer feliz” que rodou o Brasil ano passado e esse ano (MARAVILHOSO!!! Assisti 3 vezes!).



No fim das contas, apesar de ser narrado por Lucinha, o livro não tem grandes censuras sobre o comportamento libertino e extravagante de Cazuza.

Mas às vezes da uma raivinha do excesso de mimo que os pais proporcionavam a ele (compraram mais de uma casa pra ele, sendo uma delas, uma cobertura no Leblon; deram dinheiro para ele ir morar nos EUA; patrocinaram os discos do Barão Vermelho e de sua carreira solo; etc.).  Sobre isso, ele mesmo relata que excesso de amor dos pais não tem problema, não faz mal. O que faz mal é falta de amor. E aí somos todos obrigados a concordar.

O livro termina com uma frase que gostei muito: “... a exemplo de Cazuza, a exemplo dos homens de bem que, democraticamente, escancaram suas emoções e dizem não à mesquinha conquista silenciosa. Viva Cazuza!!!”

É isso aí!


Onde encontrar pelo menor preço: A partir de R$9,00 na Estante Virtual


Mais sobre Cazuza: Filme - O tempo não pára

Rock in Rio - Diário de bordo 20/09

Bom, como a Tha já deu toda a introdução no último post, hoje eu vou contar um pouco mais sobre os shows de domingo. 

Como nem só de livros é que se vive, demos uma pausa nos livros esse final de semana(nem tanto assim, pq li o fim de semana todo no Rio) para curtir o maior festival de música da América Latina e um dos maiores do mundo!

Minha história com o Rock in Rio começa em 1985(não, eu não nasci antes disso e nem estava presente) mas minha mãe foi nos dois primeiros dias da primeira edição do festival, e sempre foi um sonho ir com ela em um.

Eu e minha mãe na entrada 

Em 2011 tentamos ir juntas, até cheguei a comprar os ingressos, mas ganhei uma bolsa e fui para a Dinamarca bem na época. Dei o meu ingresso para a minha prima que foi com ela. 

Em 2013, nada me animou. E jurei que na edição de 30 anos em 2015 seria o momento de realizar o sonho.

Logo de cara o line up não me empolgou nem um pouco. Por isso estava decidida a comprar o dia 26, que é meu aniversário e assim, mesmo sem nada que eu quisesse ver eu comemoraria lá. 

Ai o Jornal Nacional deu a notícia. AQUELA notícia que eu falava zuando que ia acontecer. "Elton John confirmado no Rock in Rio".

Aí entra a segunda parte do sonho, ver o Elton John!!!!

Dois sonhos realizados em um único dia.

Chegamos na cidade do rock por volta das 19 horas, depois de embarcarmos no primeira classe as 17:30, enfrentar um ar condicionado de gelar os ossos e de sermos guiados por um dos passageiros porque o motorista não sabia chegar.

Logo na entrada, ja conseguiamos ouvir o inicio do show do Paralamas. E que show!!! Cheio de clássicos e todo mundo cantando junto.
Logo de cara dava pra perceber que seria um dia tranquilo, muitas "cabeças brancas" e famílias com crianças passeavam pelo lugar. 

Fiquei feliz em ver o rock nacional agitando aquela platéia toda!

Quando o show acabou resolvemos comer. Eu queria estar pronta e bem disposta pro Elton que seria as 22:30!

Decidimos ir no Bob's e grata surpresa com a rapidez do processo. Estendemos uma canga no gramado e a janta estava servida. 

Momento volta pela cidade do rock, aquela passadinha no Palco Sunset, que estava tendo John Legend e não conseguimos chegar a tempo, pois no caminho, o Palco Mundo ja anunciava o inicio do show do Seal.

Preciso confessar que nesse show só conhecia a primeira música. E depois, apesar da simpatia dele, achei todas as musicas iguais. Mesmo assim ele animou a galera que esperava Elton John e Rod Stewart. 

Quando o show dele acabou já estavamos no meio, literalmente, das pessoas em frente ao Palco Mundo. Ai todo mundo sentou pra descansar e esperar o próximo show. Mas minha ansiedade não me permitiu e fiquei acompanhando a troca de palco e a colocação do lindo "pianinho"

Panorâmica do Palco Mundo

Aproveitei o momento pra fazer uma panorama. 

E ai começou! Nossa, fica difícil descrever o que eu senti. Ele toca muito e a voz é linda, perfeita!

Ele manteve o show em um ritmo muito animado, alternando com algumas das baladas mais famosas. 

Todo mundo tava curtindo e dançando, mas eu tinha a impressão que ao meu redor eu era a única que estava cantando todas a plenos pulmões, como disse minha mãe "cantei como se não houvesse amanhã"

Os pontos altos sem dúvida foram Rocket Man e o bis Your Song. 

Já tinhamos combinado que não ficariamos até o final do show do Rod, por voltarmos de onibus e não saber exatamente onde ele ia parar. 

Mas não teve jeito, acabamos estendendo um pouco mais do que as 3 músicas que era o combinado. 

Outro show alegre, de um visual incrível e uma vibe sensacional. No cover "Have you ever seen the rain?" geraaaaaal cantando, foi demais. 

Ao fundo, show do Rod Stewart



Diferente da Tha, não tivemos problema com primeira classe na volta, foi tudo muito organizado e rápido. Não ficamos na fila, pois chegamos e já tinha vários onibus esperando para serem enchidos e despachados. 

O Rock in Rio com certeza ficou no meu coração. Se não fosse pelos shows, só tive experiencias positivas e o clima, o astral de lá, já valeria a pena.

E que venha 2017 e 2019!!!!!!


Ps: Gente, tinha feito váááários videos dos shows pra compartilhar com vocês mas minha internet não ta ajudando a compartilhar =/



Sugestões de leitura:

Elton John - A Biografia (R$40,90) 



Rod. A Autobiografia (R$25,90)



Rock in Rio (R$46,07)



Rock In Rio – Diário de Bordo 19/09

Vocês já devem estar carecas de saber que eu e a Isa amamos Rock, tanto quanto amamos livros! =p

Esse fim de semana, nos aventuramos no Rock In Rio, e precisamos contar pra vocês sobre essa experiencia maravilhosa:



Desde o ano passado, quando as atrações para o Rock In Rio começaram a ser anunciadas, e a venda do Rock In Rio Card começou, eu achei que o line-up estava fraquinho, considerando ainda ser a edição de 30 anos do festival. Comprei o card mesmo assim, porque em 2013 foi um perrengue conseguir comprar depois, na venda geral.

Esse ano quando chegou o momento de escolher a data e vincular o card, já com todas as atrações definidas, fiquei um pouco frustrada, porque minha desconfiança inicial de que o line-up estava fraco se confirmou. =/

LÓGICO que bandas incríveis faziam parte dele, como o Queen, o Faith no More, o Deftones, Queens of the Stone Age, Rod Stewart, Elton John (a Isa falará sobre ele), e claro, o próprio Metallica, que participou pela terceira vez seguida do evento e me deixou com uma sensação de mais do mesmo...

AMO o Metallica, mas já tinha ido em dois shows deles, sendo um em 2013 no próprio Rock In Rio, então estava meio desanimada de ir até o Rio de Janeiro pra -los de novo...

Fiquei indecisa por vários dias, meu namorado já não queria mais ir, torci pro Faith no More e o QOTSA tocarem no mesmo dia, e não rolou... Por fim, o trio Angra, Mötley Crüe e Metallica levaram a minha escolha... mas só porque já tinha comprado o ingresso... 

Acredito que não teria ido ao festival, com tudo que envolve de gastos (de energia física e de grana), somente pelas três bandas, das quais somente o Crüe era inédita pra mim.

Críticas pessoais à parte, e decisão tomada, partimos para o Rio, anteontem, eu e minha amiga Leticia, que foi no lugar do meu namorado desistente =p

Não sei o que acontece na Cidade do Rock, mas a vibe é INCRÍVEL!!! De verdade, comecei o post reclamando, e vocês devem ter pensado que sou uma chata, mas tudo mudou quando entrei no Rock In Rio...



Primeira coisa a fazer: almoçar
Comida cara, ok, todo mundo sabe que nesses eventos o preço sobe, mas estava tudo muito organizado, conseguimos comer sem fila, e comer direito (macarrãozinho do Spoletto), sem ter que ficar comendo só porcarias...

Depois de comer e ir ao banheiro, tocamos para o Palco Sunset, onde tinha acabado de começar o show da Noturnall, banda do baterista Aquiles Priester (ex-Angra), que admiro demais! O show foi ótimo, e contou com a presença ilustre de Michael Kiske (*_*)

Noturnall - eu que tirei =D

Michael Kiske - eu que tirei =D
Depois desse show, veio o Angra, que é uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos, apesar de tudo (muita polemica, muita mudança de formação, muito mimimi). O show foi MARAVILHOSO!!!!!! Pulamos muito, cantamos, e até aparecemos na transmissão da Multishow =D
Mãe, to na Multishow!!! Ali filmando "I Wanna Rock" - que por acaso é a música do meu despertador! =p

As participações de Dee Snider, emblemático vocalista do Twisted Sister, e da linda Doro Pesch, deusa do metal, foram o ponto alto do show!

Angra, Dee Snider e Doro Pesch - eu que tirei =D

Sensacional!!! De verdade! Ouso até dizer que foi um dos melhores shows do dia!!

Foi o ultimo do Palco Sunset que vimos, apesar de ainda ter o Ministry e o Korn pra tocar lá. Queriamos garantir um lugar bom para ver o Metallica de pertinho.

Saímos do palco, e fomos comer de novo, garantir a janta. E descansar por 5 minutos. 

Depois começou nossa saga em busca da grade do Palco Mundo.

Como ainda tava rolando show no Sunset, o Mundo ainda estava bem vazio, então conseguimos chegar num lugar bom sem esforço. Mas queríamos ir maaaais pra frente! =p

No Palco Mundo, os dois primeiros shows foram bem mornos, apesar de o Gojira, que abriu a noite, ser uma PUTA banda! Sonzeira forte!

Gojira - eu que tirei =D
O Royal Blood, que tocou em seguida achei beeeeem meia boca... Acho que o Korn (que eu nem gosto) merecia muito mais esse lugar no Palco Mundo!!!


Royal Blood - tão ruim que até o vocalista dormiu... - eu que tirei, mas quase dormi...
Uma pena, porque quando se está em um festival, o ideal é que todas as bandas sejam de agrado do público, e mais ou menos do mesmo estilo. É uma merda ficar vendo banda ruim, enquanto você tem que esperar o headliner (Dica sobre esse assunto: NÃO VÁ AO LOLLAPALOOZA!)

Enfim chegou o momento final da noite, com o Mötley Crüe, que também não animou muuuuito a galera, mas fez um show fudido!!! Eu adoro os caras, mas preciso admitir que o sr. pançudo Vince Neil já não está mais nos seus melhores dias... =/ A banda foi ótima, mas Vince foi um ponto fraco... Nikki Sixx foi o ponto alto, sem duvidas!


Vince - eu que tirei =D

Sixx - eu que tirei =D
Apesar disso, gostei muito do show!!! Bastante performático, só hits, e muito fogo!!! Nesse momento, já estávamos quase na grade, e achei que ia embora com as sobrancelhas chamuscadas das labaredas!! Hahahaha Sem contar o calor, né?!

E enfim, para o Grand Finalle, (e eu já não sentia mais meus pés, e nem conseguia dobrar as pernas), Metallica!!!

Que banda!!! E que esmagamento!!! Hahahaha

Teve um momento que eu não conseguia mexer meus braços, ali na grade já... por conta do empurra-empurra, me “perdi” da Leticia, porque um cara ficou entre a gente...

Show incrível! Com apenas um probleminha de som, que deixou o legalzão (não) do Lars Ulrich visivelmente puto! Hahahahaha

Resolveram rapidinho, e o show seguiu BRUTO! Só clássicos, só porrada, fazendo quem não aguentava mais ficar em pé (eu), pulasse sem parar por duas horas! Maravilhoso! Rolou até 3 da manhã!


James Hetfield e Lars Ulrich - eu que tirei =D

Robert Trujillo - eu que tirei =D

Kirk Hammett e James Hetfield - eu que tirei =D
A única crítica da realização do festival (sem contar a do line-up que já falei lá no começo), foi a organização da saída para os ônibus fretados Rock In Rio Primeira Classe. Não sei quem idealizou aquilo, mas estava uma merda! A “fila” andava de 3 em 3 passos só, demorou mais de uma hora para conseguirmos pegar o ônibus! E o pessoal comentou que nos anos anteriores não houve aquele problema...

Nós, que já tínhamos ficado mais de 12 horas em pé na multidão, tivemos que encarar mais de uma hora em pé, e de novo no meio da multidão, quando tudo que mais precisávamos era sentar... >< Deu até vontade de chorar! Risos

Resumo do dia: Valeu a pena? CLARO!!!! Muito!!! *_*




Mas a idade chega pra todo mundo... xD (To exausta até agora! – e olha que em 2013 fui em 3 dias do Rock In Rio hein?! hauahuahuahuah)


Dica de leitura para saber mais sobre os donos da noite do Rock In Rio:





Por coincidência, a Leticia que me deu esse livro, no meu aniversário desse ano! ^^

Estou lendo, mas não consegui terminar antes do show. É muito bacana, conta um pouco da infância, da criação dos integrantes, depois como eles se conheceram, como finalmente viraram o Metallica... 

Além do acidente que tirou a vida do maravilhoso baixista Cliff Burton (um dos integrantes mais importantes de todas as formações do Metallica, até hoje!), a passagem de outros integrantes, como o Dave Mustaine (e sua polemica saída, que ainda repercute), Jason Newsted e Ron McGovney, e a criação de um novo estilo de Metal! \,,/


Primeira formação

A banda é um ícone!!! Essa biografia merece ser lida por qualquer fã de rock! Recomendo! ;)

Outras sugestões de leitura:






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