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[RESENHA] Se eu ficar

Livro: Se eu ficar

Autora: Gayle Forman

Editora: Novo Conceito



Se eu ficar liderou as paradas de vendas dos livros de ficção no ano passado. Apesar do sucesso do livro e do lançamento do filme em 2014, só me interessei pela obra esse ano. 

Como toda boa bookaholic, vi uma promoção do livro Se eu ficar e da continuação Pra onde ela foi? por 9,90 (ou 19,90???) cada e comprei os dois. Queria ver o porque da euforia com esse livro. 

É um livro de ficção juvenil, curto e de leitura rápida. Mia é uma jovem comum, exceto pelo seu talento com o violoncelo. Mia tem um irmão mais novo Teddy e pais liberais. Namora o rockeiro da escola, Adam, que esta começando a fazer sucesso com sua banda. 

Mia sabe que seu futuro com Adam esta comprometido se ela decidir ir para Julliard, em Nova York estudar música. 

Em uma nevasca intensa e com as aulas canceladas em virtude do tempo, a família de Mia resolve fazer um passeio de carro. Eles sofrem um acidente e só Mia sobrevive, porém em coma internada na U.T.I.

Mia demora a entender o acidente, pois ela acorda e vê seu carro destroçado, ve seus pais mortos e enquanto procura por seu irmãozinho Teddy, encontra um corpo que acredita ser o dele, porem ve que é o seu. 

Mia acompanha todo o processo do resgate e acompanha seu corpo ao hospital. Lá ela ve a movimentação da família e de amigos e espera por Adam. 

O livro alterna momentos passados na U.T.I e memórias de Mia com a família, o inicio do namoro, o teste em Julliard...

O que marca Mia é a fala de uma enfermeira, que diz que a escolha de ficar ou partir é dela. A partir daí Mia passa a pesar se vale a pena ficar mesmo sem seus pais e seu irmão. 

Particularmente, mesmo gostando do livro, não entendi o motivo do alvoroço. É um livro bonito e gostoso, mas para figurar por tanto tempo como o mais vendido, eu certamente esperava mais. 

A continuação segue o mesmo padrão, mas, eu volto com ela mais pra frente. 

E vocês, já leram Se eu ficar??? O que acharam????


Melhor preço: Casas Bahia R$ 13,41

Filme: Se eu ficar - Trailer Oficial

A Casa do Céu

Livro: A Casa do Céu

Autora: Amanda Lindhout e Sara Corbett

Editora: Novo Conceito






E o post de carnaval vem em tom de saudade. Sim, saudade. Terminei esse livro no começo de Fevereiro e já estou morrendo de saudade da Amanda. O relato comovente e realista dos sentimentos da repórter ao escrever o livro me fez sentir como se fosse amiga dela, e me vi em todas as casas que ela foi mantida em cativeiro por mais de um ano. Consegui ver os rostos dos sequestradores, o fedor dos ambientes, o calor, a dor, enfim, senti tudo com ela. E quando terminei o livro, senti um vazio e percebi que era saudade. Acho que é assim que a gente percebe quando um livro é bom. 

Ganhei "A casa do céu" de aniversário da Thayz, e apesar de nunca ter ouvido falar do livro antes, me apaixonei pela capa, e pela descrição na contracapa. Um livro que definitivamente era a minha cara.

Amanda encontra seu refugio quando pequena em revistas da National Geographic, vislumbrando o mundo fora do Canadá. E quando faz 18 anos, se muda para Calgary e passa a trabalhar e juntar dinheiro para conhecer esse mundo. E assim ela faz, voltando por 6 meses para trabalhar e juntar mais dinheiro. Assim, Amanda conheceu a América do Sul, Oriente Médio, Ásia, África...

Ná Etiópia, Amanda conhece Nigel, um fotografo Australiano que trabalha para revistas de Londres. Eles se relacionam e viajam juntos para alguns países. Amanda se apaixona pela fotografia e começa a vender as fotos do mundo para revistas e jornais pequenos. 

Em uma de suas viagens um de seus contatos fala que uma emissora Iraniana precisa de repórter fluente em inglês para transmitir noticias de Bagdá. Amanda nem pensa duas vezes e se muda para o Iraque, la as dificuldades aparecem, e por ser de uma emissora menor, Amanda é desprezada pelos repórteres de outras emissoras. Quando a situação se torna insustentável, Amanda tem a ideia de ir para a Somália fazer reportagens por la e vender para quem quisesse. 

Amanda convida Nigel para essa ultima aventura, e após relutar, ele aceitam. Os dois embarcam para a Somália, então considerada o país mais perigoso do mundo, sentindo medo. Mas após um dia no país, acham que o medo pode ser infundado e começam a relaxar. 

Apesar de todo o cuidado, ao saírem para fazer a reportagem com um médica ao redor da capital somaliana, o carro em que estão é abordado e eles são capturados. E assim começa o sufoco. 

Amanda e Nigel ficam trancados em um quarto com dois colchões e acesso a um banheiro só para eles. Eles entendem que se tratam de um sequestro por uma das milicias somalianas em busca de dinheiro quando tem a chance de falar com suas famílias. As famílias porem não têm o dinheiro pedido, e os governos não se envolvem nesse tipo de sequestro financeiramente, apesar de dar o apoio às famílias. 

Eles passam uns meses sem terem muitos problemas e Amanda tem a ideia de se converter ao islamismo para serem tratados com mais dignidade. Porém após a conversão, Amanda e Nigel são postos em quartos separados pois homens e mulheres que não são casados ou da mesma família não podem conviver juntos.

E ai a sorte de Amanda começa a mudar. Ela passa a ser violentada quase diariamente por um dos captores. Ela e Nigel estabeleceram um tipo de comunicação por batidas nas paredes, porém ela nada conta a ele. E um dia, ele trama uma fuga para os dois. Eles conseguem chegar até a mesquita da cidade, antes de serem capturados outra vez. Depois disso, Amanda passa a ser torturada e privada de se locomover, ver a luz do dia e dos seus pertences. Nigel, por ser homem, não é privado de nada. 

Após muitas negociações e 460 dias em cativeiro eles são finalmente libertados. 

O breve relato do blog não é suficiente para passar toda a emoção do livro, que te prende do inicio ao fim. Durante a leitura pesquisei mais sobre a Amanda e a história dela e achei alguns links no youtube, inclusive das reportagens que ela fez quando trabalhou em Bagdá e vou coloca-los aqui.


Link da Press TVAmanda Lindhout Press TV


Documentário sobre o sequestroAmanda e Nigel sequestrados na Somália

Melhor preço: Extra R$ 10,80

Dois Rios

Livro: Dois Rios


Autor: T.Greenwood

Editora: Novo Conceito








Depois de Oriente Médio e Segunda Guerra Mundial, acho que ta na hora de uma leitura mais light. Mas isso não necessariamente significa menos emocionante.

Dois Rios é uma história simples, de um pai viúvo, Harper, criando sua filha de 12 anos, Shelly. Harper foi ofuscado pela morte do amor de sua vida e mãe de Shelly, Betsy. E desde então parou de almejar coisas melhores para sua vida.
Harper trabalha na estação de trem da cidade de Dois Rios, e leva uma vida pacata. O início do livro, e ao longo dele, flashbacks da vida de Harper são apresentados ao leitor, revelando aos poucos o suspense da história.

Na manhã do aniversário de morte de Betsy e aniversário de 12 anos de Shelly, Harper acorda, prepara cupcakes para a garota e segue para o trabalho normal, sem ter consciência que aquele dia sua vida vai mudar.

Ao chegar na estação, Harper percebe uma estranha agitação, e logo ve o acidente. Um trem com destino a Montreal descarrilou e caiu em um dos rios que da nome a cidade. Harper pula no rio a procura de vítimas mas não encontra ninguém. No caminho de volta ao escritório porém, Harper encontra uma menina de aproximadamente 15 anos, negra e grávida. Dois Rios era uma cidade sem negros.

A garota, Maggie, pede ajuda de Harper, contando que havia sido expulsa de casa pelo pai e estava a caminho da casa de uma tia quando do acidente. Harper leva a garota para sua casa, para poder avisar a família. Shelly logo se afeiçoa a Maggie, que sempre inventa uma desculpa para não ir embora encontrar sua família. Isso intriga Harper, que começa a pesquisar sobre a garota misteriosa em sua casa.

A história se desenrola, alternando momentos em que o livro está acontecendo, e momentos passados. E uma surpresa revela a importância de Maggie na vida de Harper.
A história é suave e fácil de ser lida, e nos deixa uma mensagem de que sempre teremos uma segunda chance para repararmos nossos erros.

Melhor preço: Submarino

O Menino dos Fantoches de Varsóvia

Título: O Menino dos Fantoches de Varsóvia

Autora: Eva Weaver

Editora: Novo Conceito

Gosto de histórias sobre as Grandes Guerras, como acho que vocês irão perceber logo por aqui... Sejam de ficção ou reais, essas histórias sempre me despertam muita curiosidade, e me sensibilizam bastante.
Já gostava desde a época da escola, quando tentava entender de maneira racional como foi possível, como permitiram fatos que, humanamente não fazem sentido, como o Holocausto.
Quem teve a ideia? Quem aprovou? Quem executou e por quê?
Minha visita a Berlim em janeiro desse ano aumentou ainda mais essa vontade de conhecer tudo sobre esses eventos tão absurdamente cruéis, mas que ao mesmo tempo trouxeram tantos avanços...
Então, quando vi no semestre passado “O Menino dos Fantoches de Varsóvia” na banca de lançamentos, na Livraria Saraiva perto de onde trabalho, imediatamente quis ter.
Demorou ainda uns 2 meses para eu comprá-lo, e depois disso, uns 3 ou 4 livros, para enfim começar a ler.


O livro conta, em sua primeira parte, a história de um garoto judeu chamado Mika, que passa a viver no gueto de Varsóvia com sua mãe e seu avô, quando do começo da Guerra. Seu avô morre logo nos primeiros meses de vida no gueto, e ele fica com um sobretudo como herança. Nele, descobre que seu avô escondera diversas coisas em vários pequenos bolsos que ele mesmo costurou anexado ao casaco, como pequenos fantoches feitos a mão. Daí surge um mundo novo onde se apoiar e dar apoio aos outros em meio a realidade cruel.
Mika passa a fazer apresentações com os fantoches em casa, no gueto, em orfanatos e hospitais, e até mesmo para os soldados alemães, quando por um deles foi solicitado e imposto. 
Apesar de odiar fazer essas apresentações para os soldados, elas acabam sendo de grande ajuda para crianças judias, que Mika contrabandeava escondidas para o lado ariano, embaixo do casaco de seu avô.
Além disso, foi importante manter um vinculo, mesmo que muito frouxo, com o soldado (Max), que acabava por lhe pagar as apresentações com comidas e remédios, e mais tarde até com um grande favor.
Conforme foram ocorrendo os extermínios, e envios dos judeus para os campos de concentração, os poucos sobreviventes acabaram por se juntar e lutar contra os soldados, apresentando a primeira resistência aos alemães. Esse fato é verdadeiro, e ficou conhecido na história como Levante do Gueto de Varsóvia.

Na segunda parte do livro, narra-se a história do soldado Max após a Alemanha ter sido derrotada na Guerra. Ele, juntamente com os outros soldados, foi mandado para a Sibéria, nos mesmos trens em que enviavam os judeus aos campos de concentração.
Na Sibéria tem que realizar trabalhos forçados, recebendo pouca comida e condições de vida precárias.
O soldado questiona-se como ser humano diversas vezes, como se estivesse recebendo uma punição divina, e merecesse tudo aquilo, devido aos horrores realizados em Varsóvia.
Sua única força vinha de um dos fantoches, o príncipe, que fora deixado para ele por Mika, ainda no gueto.

Na terceira e ultima parte, temos o desfecho do livro, e como as histórias relacionadas a Mika e Max voltam a se encontrar, muitos anos depois do fim da guerra.

Eva Weaver faz uma narrativa maravilhosa, direta e fluida. Mesmo em momentos mais lentos, ela consegue nos prender, nos mantendo conectados à história.
Mas, na minha opinião, o maior ponto de destaque do livro é a mistura de fatos reais com a narrativa fictícia que a autora faz. Percebe-se que ela domina bastante a temática da Segunda Guerra, e, sobretudo sobre a história de Varsóvia.
Coloca diversos eventos e personagens na história que realmente existiram, como Janusz Korczak, médico do hospital do gueto, que obteve liberdade para sair vivo de Varsóvia, mas se recusou a deixar suas crianças, e morreu junto com elas; e Mordechaj Anielewicz (no livro, Mordecai), que foi o líder da revolução no gueto.

Isso tudo sem nunca deixar de lado a magia dos pequenos fantoches de Mika. Muito bonito, e sensível. Só posso recomendar que leiam.

Onde encontrar pelo menos preço hoje: Livraria Saraiva – R$19,80

Onde encontrar mais sobre a história: Filme – Insurreição
Conta a história do Levante do Gueto de Varsóvia, liderados por Moredecaj Anielewicz.
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